Pedro Fonseca
Omnes enim Christus, nihil sine Maria

06 de abril de 2026

Última atualização em 06 de abril de 2026

Aprendendo uma nova linguagem

Sempre gostei muito de Python e ainda gosto, não penso em largar enquanto estiver pagando as contas e existirem desafios a serem feitos com ela. Tenho uma boa proficiência com Python e sei fazer muita coisa nela, não sou o tipo de personagem que é fanboy de framework ou que fica falando que determinada linguagem é melhor que uma ou outra, isso no final das contas diz mais sobre você e suas habilidades do que sobre a tecnologia em questão. O meu ponto é, por muito tempo estive apenas estudando Python e aprimorando os meus conhecimentos, mas, vi que existem outras possibilidades e que existem alguns mercados não muito explorados como no caso do Elixir eu particularmente já conhecia algumas coisas sobre ela, talvez o ponto principal é ter sido uma criação de um brasileiro e isso particularmente me orgulha muito. Nesses quase 10 anos estudando tecnologias nunca passou na minha cabeça aprender Elixir, mas, é aquele velho ditado, nunca diga nunca.

Por que Elixir?

Até semana passada (entre o final de março e início de abril) tive uma entrevista técnica para uma vaga em uma fintech que rodava o back-end em Elixir, até aí, bem estranho, anormal e interessante. O que era legal era que a vaga não pedia experiência prévia com ela, apenas um desejo de querer aprender. Então, como nunca fui uma pessoa presa a uma linguagem/framework decidi tentar participar do processo.

Não lembro exatamente a resposta com todas as letras, entretanto, fazendo um breve resumo do que eu escutei em minhas palavras.

Usamos Elixir, pois inicialmente começamos o nosso back-end em Node e vimos que estava ficando bagunçado e problemático, o CTO então viu a necessidade de fazer uma POC em Elixir para ver qual seria o desempenho e ficou surpreso. O Elixir foi feito para sistemas distribuídos de alta escalabilidade e que precisam estar sempre disponíveis. Por trás daqueles sistemas de telefonia, como por exemplo o famoso orelhão, era rodado Erlang que é onde roda a mesma VM do Elixir, isso quer dizer que para sistemas onde existem milhares/milhões de processos leves, isolamento (se uma chamada falha, não derruba outras), mensageria, alta disponibilidade Elixir é uma boa escolha. Além do mais é uma linguagem funcional, ou seja, vamos ter imutabilidade, a concorrência é absurdamente boa, isolamento de falhas, facilidade com sistemas distribuídos.

Para mim, que já havia trabalhado em duas fintechs, as duas com Python isso pareceu bem estranho. Não dizendo que eu desacreditei nisso, até porque fazia muito sentido, levando em consideração que o Nubank usa Clojure e até onde eu me lembre é uma linguagem funcional. Naquele momento era apenas estranho e novo, um sentimento de "preciso entender isso agora mesmo"

Como comecei estudando Elixir do zero.

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